
{"id":238800,"date":"2024-02-15T14:59:23","date_gmt":"2024-02-15T17:59:23","guid":{"rendered":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/2024\/02\/15\/como_nova_decisao_do_stf_impacta_na_contribuicao_assistencial\/"},"modified":"2024-02-22T10:15:50","modified_gmt":"2024-02-22T13:15:50","slug":"como_nova_decisao_do_stf_impacta_na_contribuicao_assistencial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/2024\/02\/15\/como_nova_decisao_do_stf_impacta_na_contribuicao_assistencial\/","title":{"rendered":"Como nova decis\u00e3o do STF impacta na contribui\u00e7\u00e3o assistencial"},"content":{"rendered":"<p>Os sindicatos n&atilde;o podem obrigar os colaboradores a pagarem a contribui&ccedil;&atilde;o assistencial. Cabe a cada empregado decidir ou n&atilde;o sobre a ades&atilde;o &agrave; taxa que serve principalmente como subs&iacute;dio &agrave;s atividades assistenciais da entidade sindical, entre elas a negocia&ccedil;&atilde;o coletiva para melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho.<\/p>\n<p>O debate encerrou-se definitivamente no pen&uacute;ltimo dia do m&ecirc;s de outubro. Na ocasi&atilde;o, o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou Ac&oacute;rd&atilde;o a favor da constitucionalidade da cobran&ccedil;a de contribui&ccedil;&atilde;o assistencial dos empregados n&atilde;o filiados ao sindicato em caso de acordo, conven&ccedil;&atilde;o coletiva de trabalho ou senten&ccedil;a judicial. Contudo, os Ministros garantiram ao trabalhador o direito de se opor &agrave; cobran&ccedil;a da contribui&ccedil;&atilde;o sindical.<\/p>\n<p>Antes de 2017 a contribui&ccedil;&atilde;o sindical tinha natureza tribut&aacute;ria e, portanto, era obrigat&oacute;ria &#8211; at&eacute; mesmo para trabalhadores n&atilde;o sindicalizados. J&aacute; a contribui&ccedil;&atilde;o assistencial e confederativa s&oacute; poderia ser cobrada dos empregados sindicalizados conforme Precedente Normativo 119 do Tribunal Superior do Trabalho.<\/p>\n<p>Com a Reforma Trabalhista (<a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2017-07-13;13467\">Lei 13.467, de 2017<\/a>), todas as contribui&ccedil;&otilde;es sindicais passaram a ser facultativas aos n&atilde;o associados. &ldquo;Portanto, a mudan&ccedil;a principal agora &eacute; que, com a decis&atilde;o do STF, se constar em norma coletiva a obrigatoriedade do desconto da contribui&ccedil;&atilde;o assistencial, essa taxa poder&aacute; ser cobrada, salvo se o empregado se opuser a ela no prazo estabelecido na pr&oacute;pria conven&ccedil;&atilde;o&rdquo;, explica&nbsp;Marta Corbetta Mazza, diretora trabalhista da Econet Editora.<\/p>\n<p>Ela salienta que o pagamento abrange todos os envolvidos na negocia&ccedil;&atilde;o coletiva, filiados e n&atilde;o filiados ao sindicato, por meio de acordo ou conven&ccedil;&atilde;o coletiva de trabalho e garantido o direito de oposi&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Al&eacute;m disso, a contribui&ccedil;&atilde;o vinculada &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o coletiva pode ser cobrada somente na vig&ecirc;ncia do acordo ou conven&ccedil;&atilde;o, sendo que os demais detalhes dessa cobran&ccedil;a devem ser verificados na pr&oacute;pria norma sindical&rdquo;, aponta.<\/p>\n<p>A decis&atilde;o do STF suscitou muitas d&uacute;vidas. Marta Mazza responde as duas principais perguntas a respeito do assunto.<\/p>\n<p><strong>O Sindicato pode cobrar as taxas assistenciais retroativas dos empregados?<\/strong><\/p>\n<p>Depende. Se a conven&ccedil;&atilde;o coletiva j&aacute; n&atilde;o est&aacute; mais vigente o sindicato n&atilde;o pode cobrar, mas se estiver em vigor o entendimento preponderante &eacute; que poder&aacute; ser cobrada, mas, obviamente, com um prazo a ser concedido para a oposi&ccedil;&atilde;o respeitando a decis&atilde;o do STF. Para instrumentos coletivos novos, desde que exista a cl&aacute;usula, o sindicato poder&aacute; exigir o pagamento da contribui&ccedil;&atilde;o assistencial inclusive dos n&atilde;o associados.<\/p>\n<p><strong>Qual o percentual e quando dever&aacute; ser paga a contribui&ccedil;&atilde;o assistencial e como o empregador deve fazer a oposi&ccedil;&atilde;o?&nbsp;<\/strong>O art. 513, &ldquo;e&rdquo; da CLT n&atilde;o estabelece os crit&eacute;rios. A Conven&ccedil;&atilde;o ou Acordo Coletivo definir&atilde;o as regras, percentuais ou valores, prazo e a forma de como ser&aacute; feita a oposi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Por fim, a diretora da Econet Editora refor&ccedil;a que, neste momento, &eacute; hora de o empregado avaliar seu Sindicato, a for&ccedil;a das negocia&ccedil;&otilde;es e as cl&aacute;usulas convencionais para decidir sobre o pagamento da contribui&ccedil;&atilde;o assistencial ou oposi&ccedil;&atilde;o ao pagamento da taxa.<\/p>\n<p><img src='https:\/\/portalbacana.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/170860774965d74905425f3.gif' alt=\"\" style=\"border:0px;width:1px;height:1px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os sindicatos n&atilde;o podem obrigar os colaboradores a pagarem a contribui&ccedil;&atilde;o assistencial. 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