
{"id":238475,"date":"2024-02-08T22:52:07","date_gmt":"2024-02-09T01:52:07","guid":{"rendered":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/2024\/02\/08\/estudo-da-fapespa-mostra-producao-vegetal-paraense-acima-da-media-nacional\/"},"modified":"2024-02-20T18:07:58","modified_gmt":"2024-02-20T21:07:58","slug":"estudo-da-fapespa-mostra-producao-vegetal-paraense-acima-da-media-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/2024\/02\/08\/estudo-da-fapespa-mostra-producao-vegetal-paraense-acima-da-media-nacional\/","title":{"rendered":"Estudo da Fapespa mostra produ\u00e7\u00e3o vegetal paraense acima da m\u00e9dia nacional"},"content":{"rendered":"\n<p>Foto: Marco Santos \/ Ag. Par\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>As peculiaridades clim\u00e1ticas da Amaz\u00f4nia, somadas aos aspectos regionais, \u00e0 expertise dos produtores locais e \u00e0 gest\u00e3o de recursos comp\u00f5em o conjunto ideal para manter o Par\u00e1 como pot\u00eancia econ\u00f4mica nacional e internacional. \u00c9 o que aponta o \u201cBoletim Agropecu\u00e1rio do Estado do Par\u00e1\u201d, elaborado pela Funda\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), a partir de uma an\u00e1lise criteriosa de dados p\u00fablicos sobre produ\u00e7\u00e3o vegetal e produ\u00e7\u00e3o animal. Na agricultura, o Boletim evidencia que o Par\u00e1 est\u00e1 no topo da produ\u00e7\u00e3o nacional de mandioca, dend\u00ea e a\u00e7a\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo traz um panorama conjuntural das atividades de agricultura e de seus principais produtos, utilizando indicadores da produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria, pesqueira, agr\u00edcola, do extrativismo e da silvicultura, do contexto do mercado de trabalho do setor, do panorama do cr\u00e9dito rural e das suas exporta\u00e7\u00f5es. Muitos dos indicadores ultrapassam a m\u00e9dia brasileira, posicionando o Par\u00e1 em um elevado patamar nacional, atesta o Boletim sob responsabilidade da Diretoria de Estudos e Pesquisas Socioecon\u00f4micas e An\u00e1lise Conjuntural (Diepsac).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Potencial&nbsp;<\/strong>&#8211; Para Marcio Ponte, diretor da Diepsac, os levantamentos confirmam o alto potencial econ\u00f4mico do setor agropecu\u00e1rio, impulsionado pelas caracter\u00edsticas \u00fanicas da Amaz\u00f4nia. \u201cNo portf\u00f3lio de culturas produzidas em solo paraense est\u00e3o a\u00e7a\u00ed, soja, cacau, milho, abacaxi, pimenta-do-reino, produ\u00e7\u00e3o animal e outros produtos de uma extensa lista. Os aspectos da regi\u00e3o atrelados a uma produ\u00e7\u00e3o continuamente otimizada, fazem do Estado uma pot\u00eancia, tanto no atributo agroexportador, quanto na capacidade de abastecimento interno. Isso garante \u00eaxito \u00e0 economia local e se torna um importante agente para a seguran\u00e7a alimentar n\u00e3o s\u00f3 do Par\u00e1, mas do Pa\u00eds\u201d, frisou.<\/p>\n\n\n\n<p>Os \u00edndices evidenciam que a produ\u00e7\u00e3o paraense est\u00e1 bem acima da m\u00e9dia nacional, incluindo banana, abacaxi e coco da Bahia. O valor da produ\u00e7\u00e3o da agricultura paraense cresceu em m\u00e9dia 7% ao ano em 22 anos, atingindo o pico em 2022, com valor de R$ 24,3 bilh\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Paragominas, no sudeste paraense, foi o munic\u00edpio mais representativo do Estado, com 8,1% de participa\u00e7\u00e3o, seguido por Igarap\u00e9-Miri, no Baixo Tocantins, com 6,7%, e Santana do Araguaia, no Sul, com 5,9%. Neste \u00faltimo munic\u00edpio, a atividade agr\u00edcola foi a que mais cresceu em um ano, com saldo positivo de 64,5%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o vegetal\u00a0<\/strong>\u2013 A atividade agr\u00edcola pode ser definida como o cultivo do solo de lavouras para produ\u00e7\u00e3o de alimentos de consumo humano, como legumes, cereais, frutas e verduras, ou para serem convertidos em insumos no setor industrial. No modelo de lavoura permanente, a taxa de produtividade atingiu o rendimento de 8,65 ton\/ha no \u00faltimo ano da s\u00e9rie, com gera\u00e7\u00e3o de R$ 11,1 bilh\u00f5es de valor para o Par\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, cinco culturas representaram cerca de 94% do valor total gerado no Estado: o a\u00e7a\u00ed, que contribuiu sozinho com mais da metade do valor da produ\u00e7\u00e3o estadual (53,6%); seguido pelas culturas do cacau (17,2%), dend\u00ea (10,9%); banana (8,1%) e pimenta-do-reino (4,3%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na lavoura tempor\u00e1ria, a taxa de produtividade do Estado foi 5,95 ton\/ha em 2022, com gera\u00e7\u00e3o de R$ 13,3 bilh\u00f5es de valor em 2022. Destaque para a soja, que contribuiu com mais da metade do resultado da lavoura tempor\u00e1ria, com 56,2% de participa\u00e7\u00e3o do valor estadual, seguida pelas culturas da mandioca (23,8%); milho (11,7%); abacaxi (3,9%) e arroz (1,3%).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mais crescimento&nbsp;<\/strong>&#8211; O extrativismo, referente \u00e0 interven\u00e7\u00e3o humana nos extratos naturais dispon\u00edveis nos diversos ecossistemas, apresentou crescimento nos segmentos madeireiro e n\u00e3o madeireiro. De 2021 a 2022, a alta foi de 33,8% e 6,4%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a silvicultura, uma atividade baseada na domestica\u00e7\u00e3o dos recursos, voltada ao cultivo de florestas, seguiu tend\u00eancia de crescimento entre os anos de 2000 e 2022, saltando de 1,6 milh\u00e3o de metros c\u00fabicos (m\u00b3) para 3,4 milh\u00f5es de m\u00b3 de floresta plantada. No \u00faltimo ano da s\u00e9rie, o crescimento foi de 24,6%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empregos\u00a0<\/strong>&#8211; O mercado de trabalho \u00e9 uma dimens\u00e3o fundamental para a avalia\u00e7\u00e3o da capacidade de um setor em gerar emprego e renda. Assim, o Boletim aponta para um mercado agropecu\u00e1rio paraense aquecido. Em 2022, dos 8,4 milh\u00f5es de pessoas ocupadas no setor agropecu\u00e1rio brasileiro, 571 mil s\u00e3o da agricultura paraense. Na s\u00e9rie hist\u00f3rica de 2002 a 2021, a varia\u00e7\u00e3o do emprego formal no Par\u00e1 atingiu significativos 212,2%, o que representou um acr\u00e9scimo de 36 mil v\u00ednculos de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>No espectro municipal para o setor agropecu\u00e1rio, o munic\u00edpio de Tail\u00e2ndia, na regi\u00e3o Sudeste, foi o que registrou a maior participa\u00e7\u00e3o no total de v\u00ednculos formais gerados (8,7%) e a maior varia\u00e7\u00e3o positiva (29,9%), seguido por Moju, no Nordeste, e Santa Izabel do Par\u00e1 (Regi\u00e3o Metropolitana de Bel\u00e9m), com participa\u00e7\u00f5es de 8,3% e 6,6%, respectivamente. As atividades que mais empregam formalmente s\u00e3o de cria\u00e7\u00e3o de bovino para corte (38,2%), cultivo de dend\u00ea (20,2%) e cria\u00e7\u00e3o de frangos para corte (7,1%).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exporta\u00e7\u00f5es<\/strong>&nbsp;&#8211; Por ser um pa\u00eds com tradi\u00e7\u00e3o agroexportadora, esses dados influenciam na composi\u00e7\u00e3o do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. No ano de 2022, fatores externos tornaram o per\u00edodo positivo para a balan\u00e7a comercial agropecu\u00e1ria do Brasil,. O Pa\u00eds alcan\u00e7ou 152,1 milh\u00f5es de toneladas em produtos agropecu\u00e1rios exportados, representando crescimento de 14,2% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>E o Par\u00e1, por sua vez, exportou 4,1 milh\u00f5es de toneladas, aumentando esse quantitativo em 50,3% em rela\u00e7\u00e3o a 2021, bem acima da m\u00e9dia nacional. O munic\u00edpio de Paragominas registrou o maior crescimento, com 86,7%, alcan\u00e7ando participa\u00e7\u00e3o de 25% da exporta\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria paraense. Na s\u00e9rie hist\u00f3rica, o saldo tamb\u00e9m \u00e9 positivo: entre os anos 2000 e 2022, o Par\u00e1 cresceu 414,8% na exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As maiores exporta\u00e7\u00f5es em 2022 foram do segmento vegetal, caracterizando 90% de todo o quantitativo, seguido da exporta\u00e7\u00e3o de madeira (6%), animais vivos e produtos do reino animal (4%), e gorduras e \u00f3leos animais e vegetais (0,02%). A soja e o milho continuam se destacando como as bases da matriz de exporta\u00e7\u00e3o paraense em rela\u00e7\u00e3o ao volume destinado \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o externa.<\/p>\n\n\n\n<p>A soja participou com 64,2% do total de volume exportado, obtendo crescimento de 23,6% em um ano. O milho apresentou importante varia\u00e7\u00e3o de 209,9%, entre 2020 e 2021, registrando participa\u00e7\u00e3o de 31,9%. As duas culturas s\u00e3o hoje essenciais para a balan\u00e7a comercial paraense, no recorte agropecu\u00e1rio, sobretudo nos munic\u00edpios de Paragominas, Santar\u00e9m (no Oeste) e Santana do Araguaia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDefinitivamente, o agroneg\u00f3cio \u00e9 uma das grandes voca\u00e7\u00f5es do Par\u00e1. Esse estudo da Fapespa confirma o que a ci\u00eancia e a tecnologia j\u00e1 v\u00eam desenvolvendo ao longo dos \u00faltimos 50 anos com o incremento da produ\u00e7\u00e3o paraense. O governador Helder Barbalho \u00e9 muito claro ao dizer que n\u00f3s n\u00e3o precisamos avan\u00e7ar sobre a floresta; n\u00f3s precisamos investir em ci\u00eancia e tecnologia para transformar a nossa produ\u00e7\u00e3o em uma produ\u00e7\u00e3o ainda mais intensiva, ainda mais social e ambientalmente favor\u00e1vel \u00e0 regi\u00e3o amaz\u00f4nica. \u00c9 isso que esse relat\u00f3rio mostra, que estamos nesse caminho, e certamente nos pr\u00f3ximos anos poderemos reflorestar parte das nossas \u00e1reas, porque a nossa produ\u00e7\u00e3o ser\u00e1 ainda muito mais intensiva e muito mais qualificada\u201d, avaliou o presidente da Fapespa, Marcel Botelho.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.agenciapara.com.br\/noticia\/51359\/estudo-da-fapespa-mostra-producao-vegetal-paraense-acima-da-media-nacional\">Por Ag\u00eancia Par\u00e1<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Marco Santos \/ Ag. 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