
{"id":237843,"date":"2024-02-05T10:02:00","date_gmt":"2024-02-05T13:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/2024\/02\/05\/abertura-da-safra-da-castanha-do-para-gera-renda-para-extrativistas\/"},"modified":"2024-02-18T23:32:45","modified_gmt":"2024-02-19T02:32:45","slug":"abertura-da-safra-da-castanha-do-para-gera-renda-para-extrativistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/2024\/02\/05\/abertura-da-safra-da-castanha-do-para-gera-renda-para-extrativistas\/","title":{"rendered":"Abertura da safra da castanha-do-par\u00e1 gera renda para extrativistas"},"content":{"rendered":"\n<p>Foto: Jo\u00e3o Vitor Santos \/ Ascom Ideflor-Bio<\/p>\n\n\n\n<p>A Floresta Estadual (Flota) do Trombetas, na regi\u00e3o oeste paraense, foi aberta neste domingo (4) para a safra 2024 da castanha-do-par\u00e1. Durante cerca de 4 a 6 meses, mais de 600 extrativistas previamente cadastrados junto ao Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), est\u00e3o autorizados a entrar na Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o (UC) para realizar a atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa fortalece a cadeia da bioeconomia, gera renda para centenas de fam\u00edlias e agrega valor aos produtos oriundos de maneira espont\u00e2nea da natureza. Vale ressaltar que por ser uma UC de Uso Sustent\u00e1vel, a atividade \u00e9 permitida na Flota do Trombetas, desde que siga as regras estabelecidas pelo \u00f3rg\u00e3o gestor da \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma oportunidade \u00edmpar para a gera\u00e7\u00e3o de renda e o fortalecimento da bioeconomia no estado do Par\u00e1. Ao mesmo tempo, \u00e9 essencial que essa atividade seja realizada de forma respons\u00e1vel e sustent\u00e1vel, preservando o meio ambiente e respeitando as comunidades tradicionais que dependem desses recursos naturais para sua subsist\u00eancia\u201d, enfatizou o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Safra &#8211;&nbsp;<\/strong>A coleta da castanha-do-par\u00e1 na Flota do Trombetas tem in\u00edcio ap\u00f3s o per\u00edodo de queda do fruto da castanheira (Bertholletia excelsa), conhecido como ouri\u00e7o. Esse fruto, uma esp\u00e9cie de coco de casca grossa e resistente, come\u00e7a a cair entre os meses de dezembro e janeiro. Ap\u00f3s a queda dos frutos, os extrativistas iniciam a coleta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no interior da UC, os ouri\u00e7os s\u00e3o amontoados em \u00e1reas abertas da floresta e, em seguida, s\u00e3o quebrados para a extra\u00e7\u00e3o das castanhas. Em m\u00e9dia, cada ouri\u00e7o cont\u00e9m entre 10 e 20 castanhas, que passam por um processo de secagem antes de serem ensacadas e colocadas \u00e0 venda.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma boa not\u00edcia para os extrativistas \u00e9 o aumento no pre\u00e7o da saca da castanha comercializada neste ano. Em compara\u00e7\u00e3o com o valor praticado em 2023, o pre\u00e7o da saca da castanha-do-par\u00e1 vendida pelo extrativista est\u00e1 maior, sendo de R$ 200,00 contra R$ 144,00. J\u00e1 nas usinas de beneficiamento do munic\u00edpio de Oriximin\u00e1, o pre\u00e7o m\u00e9dio da saca gira em torno de R$ 250,00.<\/p>\n\n\n\n<p>A extrativista Raquel Sampaio, est\u00e1 esperan\u00e7osa para a colheita deste ano. Ela tamb\u00e9m avalia que os protocolos sanit\u00e1rios e de seguran\u00e7a s\u00e3o indispens\u00e1veis para que o trabalho ocorra da melhor forma poss\u00edvel. \u201cDigo com orgulho que viver da floresta vale a pena. Floresta tamb\u00e9m tem vida, tanto as \u00e1rvores, como n\u00f3s extrativistas, ind\u00edgenas e quilombolas. Todos n\u00f3s lutamos por um s\u00f3 objetivo: manter a floresta em p\u00e9 e garantir o sustento das nossas fam\u00edlias\u201d, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Orienta\u00e7\u00f5es &#8211;<\/strong>&nbsp;No s\u00e1bado (3), a Ger\u00eancia da Regi\u00e3o Administrativa Calha Norte II (GRCNII), vinculada \u00e0 Diretoria de Gest\u00e3o e Monitoramento das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (DGMUC), promoveu uma s\u00e9rie de programa\u00e7\u00f5es com a comunidade na Base do Jaramacaru, no munic\u00edpio de \u00d3bidos. Entre as atividades, foram realizados testes r\u00e1pidos para detec\u00e7\u00e3o da Covid-19 e fornecidas orienta\u00e7\u00f5es gerais sobre o acesso \u00e0 UC.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma delas foi quanto ao hor\u00e1rio de entrada e sa\u00edda da Flota, a obrigatoriedade na apresenta\u00e7\u00e3o da carteira de credenciamento, comprovante de vacina\u00e7\u00e3o, documento de identifica\u00e7\u00e3o com foto e o Termo de Compromisso Individual, assinado, comprometendo-se a ficar longe das \u00e1reas da Terra Ind\u00edgena Zo&#8217;\u00e9. O descumprimento dessas medidas acarretar\u00e1 no afastamento do castanheiro e de sua equipe de trabalho, n\u00e3o sendo mais permitido o retorno.<\/p>\n\n\n\n<p>O titular da GRCNII, Ronaldson Farias, atribui ao cadastro atualizado das pessoas que entram na UC e a revista policial de todos para que o planejamento siga dentro do esperado. \u201cEste ano, a expectativa \u00e9 que haja uma boa safra e que mais de cinco mil sacos de castanha saiam da UC. O pre\u00e7o est\u00e1 oportuno e isso nos deixa felizes, por saber que esses extrativistas poder\u00e3o tirar o seu sustento, mantendo a floresta em p\u00e9 e produtiva\u201d, enfatizou o gerente.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Parceria &#8211;&nbsp;<\/strong>O Instituto mant\u00e9m h\u00e1 v\u00e1rios anos uma base na comunidade do Jaramacaru, onde monitora as atividades por meio da equipe t\u00e9cnica da GRCNII, em parceria com a 1\u00aa Companhia Independente de Pol\u00edcia Ambiental (CIPAmb), Associa\u00e7\u00e3o Mista Agr\u00edcola Extrativista dos Moradores da Comunidade Jaramacaru e Regi\u00e3o (Acaje) e secretarias municipais de Meio Ambiente de \u00d3bidos e Oriximin\u00e1. Essa coopera\u00e7\u00e3o tem sido fundamental para garantir o manejo sustent\u00e1vel da floresta, bem como a preserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais e a promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento econ\u00f4mico local.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, al\u00e9m do extrativismo, a Flota do Trombetas \u00e9 celeiro para a pesquisa cient\u00edfica. O vice-diretor do Campus Oriximin\u00e1 da Universidade Federal do Oeste do Par\u00e1 (Ufopa), Vin\u00edcius Giglio, conta que a Flota do Trombetas tem sido utilizada para atividades da disciplina de Ecologia de Campo. Os alunos desenvolvem projetos que possibilitem a melhoria da qualidade de vida da comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA parceria com o Ideflor-Bio surgiu da necessidade de ter uma infraestrutura para usar na disciplina, que no caso, seria uma \u00e1rea conservada. A Flota do Trombetas possui todos esses aspectos, o que despertou ainda mais o nosso interesse. Outro fator que contribuiu para que troux\u00e9ssemos as turmas para c\u00e1, \u00e9 a intera\u00e7\u00e3o com a comunidade, sempre presente em todas as decis\u00f5es que s\u00e3o tomadas sobre a UC\u201d, frisou o dirigente.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.agenciapara.com.br\/noticia\/51219\/abertura-da-safra-da-castanha-do-para-gera-renda-para-extrativistas\">Por Ag\u00eancia Par\u00e1<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Jo\u00e3o Vitor Santos \/ Ascom Ideflor-Bio A Floresta Estadual (Flota) do Trombetas, na regi\u00e3o oeste paraense, foi aberta neste domingo (4) para a safra 2024 da castanha-do-par\u00e1. 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