
{"id":234092,"date":"2024-01-14T01:57:30","date_gmt":"2024-01-14T04:57:30","guid":{"rendered":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/2024\/01\/14\/projeto-ensina-cultura-africana-e-afro-brasileira-com-brincadeiras\/"},"modified":"2024-01-14T01:57:30","modified_gmt":"2024-01-14T04:57:30","slug":"projeto-ensina-cultura-africana-e-afro-brasileira-com-brincadeiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/2024\/01\/14\/projeto-ensina-cultura-africana-e-afro-brasileira-com-brincadeiras\/","title":{"rendered":"Projeto ensina cultura africana e afro-brasileira com brincadeiras"},"content":{"rendered":"\n<p>Foto: Pedro Nguvu\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O esconde-esconde ou pique-esconde \u00e9 uma brincadeira popular no Brasil, mas pouca gente deve saber que esses passatempos tamb\u00e9m divertem crian\u00e7as em diferentes pa\u00edses africanos como Angola, Mo\u00e7ambique, e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe. Mais improv\u00e1vel ainda \u00e9 que algu\u00e9m j\u00e1 tenha ouvido falar do Nguec, jogo de pontaria da Guin\u00e9 Equatorial, em que os participantes marcam pontos se conseguirem acertar um fruto da \u00e1rvore Anguec com uma vara.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/portalbacana.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/ebc.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/portalbacana.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/ebc.png\"><\/p>\n\n\n\n<p>Esses s\u00e3o apenas alguns exemplos das mais de 100 brincadeiras que foram registradas no Brasil e em seis pa\u00edses africanos que tamb\u00e9m falam portugu\u00eas: Angola, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Guin\u00e9 Equatorial, Mo\u00e7ambique&nbsp;e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe. Elas est\u00e3o no&nbsp;<em>Cat\u00e1logo de Jogos e Brincadeiras Africanas e Afro-Brasileiras<\/em>. O livro \u00e9 organizado pelas pesquisadoras Helen Pinto, Luciana Soares da Silva e M\u00edghian Danae&nbsp;e est\u00e1 dispon\u00edvel gratuitamente em&nbsp;<a href=\"https:\/\/anansi.ceert.org.br\/biblioteca-pdf\/catalogo-jogos.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">vers\u00e3o digital<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalhos como esses ajudam professores e alunos, principalmente da educa\u00e7\u00e3o infantil, a se aproximarem das diretrizes estabelecidas pela\u00a0<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/l10.639.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei 10.639<\/a>, que h\u00e1 21 anos tornou obrigat\u00f3rio o ensino de hist\u00f3ria e cultura afro-brasileira e africana nas escolas. A pedagoga M\u00edghian Danae, professora da Universidade Internacional da Integra\u00e7\u00e3o da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), explica que o objetivo principal do projeto era produzir materiais pedag\u00f3gicos com subs\u00eddios para educadores discutirem quest\u00f5es que atravessam historicamente a vida da popula\u00e7\u00e3o negra no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente pode praticar a educa\u00e7\u00e3o a partir das rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais. A maioria das pessoas fica muito surpresa de pensar a brincadeira por essa perspectiva da valoriza\u00e7\u00e3o da cultura africana e afro-brasileira, e das rela\u00e7\u00f5es de pertencimento. Brincar \u00e9 um artefato cultural tamb\u00e9m, uma express\u00e3o dos valores de uma sociedade\u201d, destaca a professora M\u00edghian Danae em entrevista \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>. \u201cAs informa\u00e7\u00f5es do livro parecem simples, mas s\u00e3o muito ricas. Ao saber de determinada brincadeira, a crian\u00e7a a vincula a um lugar geogr\u00e1fico, mas tamb\u00e9m a um lugar pol\u00edtico, social e hist\u00f3rico, que guarda rela\u00e7\u00f5es com o Brasil.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o do material levou dois anos e teve apoio do Centro de Estudos das Rela\u00e7\u00f5es de Trabalho e Desigualdades (Ceert) e do Ita\u00fa Social. Ao longo de 2022 e 2023, o projeto foi divulgado em algumas escolas e associa\u00e7\u00f5es do movimento negro na Bahia, Florian\u00f3polis, S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro. E acabou originando um segundo livro,&nbsp;<em>Na Escola se Brinca! Brincadeiras das Crian\u00e7as Quilombolas na Educa\u00e7\u00e3o Infantil<\/em>, feito a partir de duas comunidades de Santo Amaro e S\u00e3o Francisco do Conde, munic\u00edpios do Rec\u00f4ncavo Baiano.<\/p>\n\n\n\n<p>As autoras queriam tornar mais conhecidos os modos de ser e fazer das crian\u00e7as quilombolas, mostrar como se desenvolvem nos espa\u00e7os escolares. Apostar no l\u00fadico, para elas, \u00e9 uma forma criativa e propositiva para estabelecer rela\u00e7\u00f5es sociais de reciprocidade, respeito e afirma\u00e7\u00e3o da diversidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPensamos no uso dessas brincadeiras dentro e fora da escola. Tivemos o cuidado de escolher brincadeiras que reafirmassem e valorizassem quest\u00f5es importantes para n\u00f3s. Sabemos que o racismo tamb\u00e9m alcan\u00e7a esse universo e fizemos uma curadoria para perceber que valores estavam presentes nas brincadeiras que selecionamos\u201d, diz M\u00edghian Danae. \u201cQueremos dar \u00e0s crian\u00e7as o direito de conhecer a diferen\u00e7a, entendida a partir da ideia de celebra\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o de competi\u00e7\u00e3o ou de inferioriza\u00e7\u00e3o. Por isso, tanto a teoria quanto a pr\u00e1tica s\u00e3o importantes nesse processo, se n\u00e3o o debate \u00e9 esvaziado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2024-01\/projeto-ensina-cultura-africana-e-afro-brasileira-com-brincadeiras\">Por Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Pedro Nguvu\/Divulga\u00e7\u00e3o O esconde-esconde ou pique-esconde \u00e9 uma brincadeira popular no Brasil, mas pouca gente deve saber que esses passatempos tamb\u00e9m divertem crian\u00e7as em diferentes pa\u00edses africanos como Angola, Mo\u00e7ambique, e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe. Mais improv\u00e1vel ainda \u00e9 que algu\u00e9m j\u00e1 tenha ouvido falar do Nguec, jogo de pontaria da Guin\u00e9 Equatorial, em [&#8230;]\n","protected":false},"author":1,"featured_media":234093,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/234092"}],"collection":[{"href":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=234092"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/234092\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/234093"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=234092"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=234092"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=234092"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}