
{"id":233413,"date":"2024-01-04T12:57:38","date_gmt":"2024-01-04T15:57:38","guid":{"rendered":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/2024\/01\/04\/pequenas-e-medias-empresas-ja-podem-contratar-energia-no-mercado-livre\/"},"modified":"2024-01-04T12:57:38","modified_gmt":"2024-01-04T15:57:38","slug":"pequenas-e-medias-empresas-ja-podem-contratar-energia-no-mercado-livre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalbacana.com.br\/index.php\/2024\/01\/04\/pequenas-e-medias-empresas-ja-podem-contratar-energia-no-mercado-livre\/","title":{"rendered":"Pequenas e m\u00e9dias empresas j\u00e1 podem contratar energia no mercado livre"},"content":{"rendered":"\n<p>Foto: Marcello Casal Jr\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>O ano de 2024 come\u00e7ou com boa not\u00edcia para pequenas e m\u00e9dias empresas que contratam energia em alta tens\u00e3o, como padarias e outros setores, e t\u00eam contas em torno de R$ 9 mil. Esses consumidores j\u00e1 podem migrar para o Mercado Livre de Energia, um ambiente de venda onde, al\u00e9m de escolherem o fornecedor de prefer\u00eancia, tem espa\u00e7o para discutir pre\u00e7o, quantidade necess\u00e1ria para uso, per\u00edodo de recebimento e forma de pagamento da energia.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/portalbacana.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/ebc.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/portalbacana.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/ebc.png\"><\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o fim do ano passado, essas empresas tinham que se submeter ao mercado regulado, tamb\u00e9m chamado de mercado cativo, e a compra de energia era apenas com a distribuidora local. Antes da abertura, somente os consumidores com demanda de no m\u00ednimo 500 kilowatts&nbsp;podiam participar do mercado livre.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA partir de 2024, todos os consumidores que estiverem ligados em alta tens\u00e3o poder\u00e3o ser livres, independentemente da demanda contratada. Antes, precisavam consumir um m\u00ednimo para ser livre, agora&nbsp;basta estarem conectados na alta tens\u00e3o que s\u00e3o&nbsp;eleg\u00edveis&nbsp;a ser livre\u201d, informou a administradora Daniela Alcaro, s\u00f3cia da Stima Energia, empresa comercializadora de energia, em entrevista \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, existem 200 mil unidades conectadas em alta tens\u00e3o. Entre elas&nbsp;37 mil j\u00e1 s\u00e3o livres, as maiores e&nbsp;que&nbsp;j\u00e1 vinham migrando desde 2001 como grandes f\u00e1bricas de a\u00e7o e vidros. Do restante que est\u00e1 no mercado regulado, uma parte j\u00e1 instalou sistemas de energia solar e comprou energia de gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa parte que encontrou uma alternativa para economizar talvez n\u00e3o se anime a migrar neste momento, mas h\u00e1&nbsp;outro grupo que n\u00e3o foi por esse caminho e est\u00e1 muito interessado na migra\u00e7\u00e3o. Eu diria que s\u00e3o 72 mil unidades. Dessas, 13 mil j\u00e1 denunciaram [termo usado no setor para dizer que fez a op\u00e7\u00e3o de migra\u00e7\u00e3o] seus contratos na distribuidora e j\u00e1 sinalizaram que v\u00e3o migrar\u201d, disse, destacando que isso comprova a demanda para o mercado livre.<\/p>\n\n\n\n<p>O mercado brasileiro de energia \u00e9 dividido em duas partes. Os consumidores cativos est\u00e3o no Ambiente de Contrata\u00e7\u00e3o Regulada (ACR), onde compram energia de concession\u00e1rias de distribui\u00e7\u00e3o&nbsp;como a Light e a Enel. Nesse caso, o cliente paga somente uma fatura de energia mensal, concentrando o servi\u00e7o de distribui\u00e7\u00e3o e a gera\u00e7\u00e3o de&nbsp;energia.<\/p>\n\n\n\n<p>A outra parte \u00e9 o Ambiente de Contrata\u00e7\u00e3o Livre (ACL) no qual est\u00e3o inclu\u00eddos os consumidores que exercem a escolha e podem comprar a energia diretamente dos geradores ou de comercializadores. As condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o negociadas livremente em contratos bilaterais. O servi\u00e7o de distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 pago pelo cliente por meio de uma fatura a uma concession\u00e1ria local&nbsp;com tarifa regulada pelo governo e ainda uma ou mais faturas referentes \u00e0 compra da energia com o pre\u00e7o negociado no contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA empresa far\u00e1 contrato com uma distribuidora e passar\u00e1 a pagar duas faturas &#8211;&nbsp;uma \u00e0 distribuidora pelo transporte e outra para o fornecedor de energia\u201d, observou&nbsp;Daniela.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a administradora, no come\u00e7o da venda de energia&nbsp;o mercado regulado foi respons\u00e1vel pela expans\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o no Brasil, porque comprava toda a energia em contratos de 20 anos&nbsp;indexados \u00e0 infla\u00e7\u00e3o. \u201cEra bom para o gerador, porque o pre\u00e7o ia subindo j\u00e1 que&nbsp;o contrato era indexado, mas muito ruim para o consumidor. Imagina um contrato indexado com per\u00edodo de 20 anos. Quando est\u00e1 na metade, a energia j\u00e1 \u00e9 extremamente cara e, no final, muito cara\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Vantagem<\/h2>\n\n\n\n<p>A vantagem da migra\u00e7\u00e3o para o mercado livre \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o dos custos com a energia porque ser\u00e3o adquiridos&nbsp;contratos de gera\u00e7\u00e3o de energia mais baratos do que os atuais no mercado cativo. Al\u00e9m disso, h\u00e1 previsibilidade, porque no ato da compra j\u00e1 se sabe quanto ser\u00e1 pago&nbsp;pela gera\u00e7\u00e3o. \u201cEu j\u00e1 sei qual vai ser o meu pre\u00e7o de gera\u00e7\u00e3o de energia. N\u00e3o&nbsp;estarei suscet\u00edvel \u00e0s intemp\u00e9ries e aos ajustes dentro da energia cativa\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Daniela, quando o mercado livre surgiu o&nbsp;consumidor&nbsp;questionou&nbsp;a perman\u00eancia no mercado cativo com tarifas mais elevadas. \u201cNessa compara\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a migrar e a ter uma demanda muito grande para o mercado livre, ao ponto de&nbsp;come\u00e7ar a ser respons\u00e1vel pela expans\u00e3o. A demanda come\u00e7ou a ir mais para o mercado livre, mais equilibrado para o consumidor em termos de pre\u00e7o. N\u00e3o pesava tanto com contratos longos e indexados\u201d, disse ela, acrescentando,que, em sua&nbsp;maioria, as energias renov\u00e1veis t\u00eam venda no mercado livre.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Crescimento<\/h2>\n\n\n\n<p>Outro s\u00f3cio da Stima Energia, Erico Mello&nbsp;contou que esse&nbsp;mercado come\u00e7ou a se movimentar a partir de 2001\/2002, quando houve a migra\u00e7\u00e3o de grandes clientes como a Vale, Votorantim e outros industriais. Em 2008 cerca de 20% da carga nacional era atendida pelo mercado livre e desde aquele ano&nbsp;vem se desenvolvendo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAt\u00e9 por causa&nbsp;das renov\u00e1veis &#8211; em que se tem uma busca dos consumidores por contratos de longo prazo com geradores renov\u00e1veis. Eles&nbsp;querem ter certeza de que est\u00e3o comprando energia numa e\u00f3lica, numa planta solar at\u00e9 de PCH, por exemplo, e por isso fazem contratos de longo prazo, buscando a energia renov\u00e1vel no mercado livre. Esse foi um dos fatores do crescimento do mercado nos \u00faltimos dez&nbsp;anos\u201d, disse&nbsp;\u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, acrescentando, que embora tenha sido um movimento gradual, a expans\u00e3o do mercado livre baseada nas energias limpas se consolidou a partir de 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Mello, o mercado livre trouxe liquidez ao&nbsp;ativo energia.&nbsp;Se o investidor quiser construir uma planta&nbsp;atualmente n\u00e3o ter\u00e1 d\u00favidas porque sabe que haver\u00e1 comprador para o que for&nbsp;gerado. \u201cN\u00e3o precisa mais esperar um leil\u00e3o do governo para fazer a compra. Pode construir porque vai ter realmente um comprador para a energia, pois existe liquidez no mercado\u201d, disse, comparando o investidor com um produtor de soja ou de feij\u00e3o que tem no\u00e7\u00e3o de venda garantida do seu produto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Residenciais<\/h2>\n\n\n\n<p>Os consumidores residenciais ainda n\u00e3o t\u00eam permiss\u00e3o para migrar para o mercado livre. Daniela Alcaro comentou que existem v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es e agentes do mercado de energia em frequente contato com o Minist\u00e9rio de Minas e Energia reivindicando a abertura total do Livre, para que todos possam se beneficiar da redu\u00e7\u00e3o de custos.<\/p>\n\n\n\n<p>A fun\u00e7\u00e3o da comercializadora \u00e9 fazer todo o processo de migra\u00e7\u00e3o desse consumidor, que tem que comunicar \u00e0 distribuidora, apresentar uma s\u00e9rie de documentos, estar ligado \u00e0 comercializadora para que ela saiba o consumo dele e informe \u00e0 C\u00e2mara de Comercializa\u00e7\u00e3o de Energia. Ent\u00e3o, h\u00e1 um&nbsp;processo para a contabilidade da medi\u00e7\u00e3o da fatura e dos contratos, feito&nbsp;por uma comercializadora varejista respons\u00e1vel por passar todas as informa\u00e7\u00f5es.&nbsp;Haver\u00e1&nbsp;um rel\u00f3gio medidor de energia para dizer quanto ele&nbsp;est\u00e1 consumindo, o que poder\u00e1 ser&nbsp; conferido junto com a fatura da varejista.<\/p>\n\n\n\n<p>,Segundo Daniela, quando o mercado livre come\u00e7ou a crescer os consumidores questionaram porque permanecer no mercado regulado com indexa\u00e7\u00e3o t\u00e3o forte e, por isso, custo elevado, no lugar de migar para o livre. com contratos mais curtos e,&nbsp;portanto, com uma indexa\u00e7\u00e3o de menor peso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNessa compara\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a migrar e a ter uma demanda muito grande para o mercado livre ao ponto desse&nbsp;mercado ser respons\u00e1vel pela expans\u00e3o. A demanda come\u00e7ou a vir muito mais do mercado livre, muito mais equilibrado em termos de pre\u00e7os para o consumidor, que os indexados\u201d, afirmou,&nbsp;acrescentando que inicialmente todo tipo de energia era vendida no regulado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMais recentemente, a gente tem visto a gera\u00e7\u00e3o crescer em renov\u00e1veis, com parques at\u00e9 mais baratos se pensar em uma usina hidrel\u00e9trica ou estruturante como Belo Monte, que muito cara se comparada \u00e0&nbsp;solar, e\u00f3lica ou mesmo t\u00e9rmicas de biomassa, que s\u00e3o energias limpas e mais acess\u00edveis do ponto de vista de investimentos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">CCEE<\/h2>\n\n\n\n<p>O presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara de Comercializa\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica (CCEE), Alexandre Ramos, informou&nbsp;que visando atender \u00e0&nbsp;Portaria n\u00ba 50\/2023, do MME, e os requisitos aprovados pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) em reuni\u00e3o p\u00fablica de diretoria, o \u00f3rg\u00e3o \u201cprontamente tomou e continuar\u00e1 tomando todas as a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para garantir a realiza\u00e7\u00e3o da abertura do mercado livre de energia para os clientes conectados em alta tens\u00e3o, vigente desde o dia 1\u00ba de janeiro de 2024\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele disse que com a abertura foi dado um passo importante e defendeu a expans\u00e3o permanente do mercado. \u201cEntendemos que um importante passo foi dado. Entretanto, propomos que a abertura do mercado, que tanto defendemos, dever\u00e1, obrigatoriamente, ser realizada de forma cont\u00ednua, previs\u00edvel e, principalmente, de maneira sustent\u00e1vel para o setor el\u00e9trico nacional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA CCEE, em&nbsp;trabalho conjunto com o Minist\u00e9rio de Minas e Energia, a Aneel e os agentes de mercado, se empenhou e continuar\u00e1 trabalhando para que a migra\u00e7\u00e3o das empresas abarcadas pela portaria ao mercado livre ocorra de forma simples, eficiente e segura\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>A c\u00e2mara\u00a0foi\u00a0criada\u00a0em 2004, por meio de lei federal, para viabilizar o com\u00e9rcio de energia el\u00e9trica no mercado livre do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-01\/pequenas-e-medias-empresas-ja-podem-contratar-energia-no-mercado-livre\">Por Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Marcello Casal Jr\/Ag\u00eancia Brasil O ano de 2024 come\u00e7ou com boa not\u00edcia para pequenas e m\u00e9dias empresas que contratam energia em alta tens\u00e3o, como padarias e outros setores, e t\u00eam contas em torno de R$ 9 mil. 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